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Dólar tem leve queda 1 dia após manutenção dos juros
Após subir mais de 1% no dia, dólar comercial fechou em queda de 0,22%, seguindo movimento internacional
O dólar comercial caiu 0,22%, para R$ 5,194, nesta quinta-feira, um dia após o Banco Central manter a taxa de juro Selic no Brasil e o Federal Reserve (Fed, BC dos EUA) igualmente conservar os juros. Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, afirma que a moeda norte-americana apresentou elevada volatilidade ao longo do pregão, chegando a avançar mais de 1% nos momentos de maior estresse.
“O movimento foi impulsionado pelo aumento da aversão ao risco no exterior, em meio à escalada das tensões geopolíticas envolvendo o Irã e à queda das bolsas americanas, com investidores ainda digerindo os resultados das big techs. Esse ambiente mais defensivo levou o ouro a subir cerca de 3% no intraday, movimento que perdeu força ao longo da tarde, com o metal precioso encerrando próximo da estabilidade”, explica Shahini.
Dinâmica semelhante foi observada no índice DXY, que mede o dólar em relação a seis outras moedas. O índice caiu 0,17%, para 96,285, às 20h GMT. No final do pregão em Nova York, o euro subiu para US$ 1,1951, ante US$ 1,1928 na sessão anterior, e a libra esterlina subiu para US$ 1,3802, ante US$ 1,3776 na sessão anterior.
No mercado brasileiro, a valorização de aproximadamente 3% do petróleo e também do minério de ferro deram suporte adicional ao movimento de recuperação real. “Após as decisões de política monetária do Copom e do Fed ontem [quarta-feira], o mercado de DI passou a precificar um corte de 50 pontos-base na reunião do Copom em março. Ainda assim, o diferencial de juros do Brasil permanece elevado, sustentando a atratividade do carry trade e contribuindo para o desempenho do real”, finaliza o especialista da Nomad.
Os preços do petróleo subiram no mercado internacional. O contrato do West Texas Intermediate (WTI) para entrega em março subiu 3,5%, para fechar a US$ 65,42 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York. O petróleo Brent para entrega em março subiu 3,38%, para fechar a US$ 70,71 o barril na Bolsa de Futuros ICE de Londres.